Droga é qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo, modifica suas funções cerebrais. As diversas pesquisas cientificas comprovam que o uso de drogas causam danos irreversíveis à saúde e hoje pode ser considerado um problema de saúde pública. Os dependentes químicos geralmente são denominados pela sociedade como indivíduos com “desvio de caráter”. A depressão é um dos transtornos que mais se associam ao abuso de drogas, já que se utiliza a substância química como um “anestésico” para aliviar a dor. A prevenção deve ser feita de maneira eficaz começando pelos familiares que devem estar atentos a qualquer comportamento diferente que o indivíduo possa apresentar. A dificuldade de diagnóstico depressivo ocorre com frequência, pois esses sinais não são facilmente identificados por familiares ou pessoas próximas ao indivíduo. As escolas também podem ajudar em campanhas de conscientização contra drogas. Assim, não poderia deixar de citar neste blog o trabalho importante de prevenção contra o crack que a minha querida amiga Patricia El Tawil está fazendo na Escola Integral de Gravataí. Quem conhece a Patricia sabe que tudo que faz pelos seus alunos é pensando no bem estar de todos. Patricia é professora na Escola Integral de Gravataí e ministra palestras com slides e filmes falando sobre os efeitos devastadores que as drogas causam na vida dos seres humanos, conscientizando e alertando seus alunos que a droga não é a melhor saída para certos obstáculos impostos pela vida. Os órgãos de saúde pública deveriam investir mais em campanhas publicitárias contra as drogas. Um bom exemplo disso é a campanha veiculada pelo grupo RBS, intitulada “Crack, Nem Pensar”. A campanha tem como objetivo evitar que mais pessoas experimentem a droga. Os resultados desta campanha foram de grande sucesso mobilizando a sociedade e fazendo com que muitos abraçassem esta causa inclusive a professora Patricia El Tawil. Portanto, temos consciência que a promoção da saúde é uma das estratégias do setor público para buscar a melhoria da qualidade de vida da população. Desse modo, chego a conclusão que estes fatos demostram a importância da prevenção contra as drogas e sua consequente conscientização, e de como se faz necessária pesquisas em relação a possíveis transtornos mentais que levam determinado indivíduo a abusar de drogas, já que no Brasil há um percentual elevado do problema. Estudos na área serão de grande utilidade no planejamento de prevenção e tratamento de dependentes químicos.Exemplo de dedicação e que deve ser seguido sempre!
CAMPANHA “CRACK, NEM PENSAR” Patrícia El Tawil: “Incluir a campanha “Crack, Nem Pensar” no programa de educação foi um grande desafio para mim e tive muito medo, mas com a garra dos meus colegas e da minha coordenadora, Maria Aparecida, alcançamos grandes resultados com esta campanha. Atuo na Escola Municipal Vinícius de Moraes de Gravataí, no turno integral, com cerca de 150 alunos. Primeiramente comecei a trabalhar com o conhecimento que os alunos tinham sobre o crack. Depois pedi que fizessem algumas redações e foi aí que vi realmente que eles precisavam de algo a mais. Pesquisei sobre o assunto e foi no site da RBS que encontrei algumas palestras sobre a droga e, ao relatar a palestra para eles, tive um grande susto, pois não conheciam ou sabiam muito pouco sobre esta droga. Algum tempo depois passei um filme chamado 'Aos Treze', que relata a vida de duas meninas adolescentes de 13 anos entrando no mundo das drogas e foi aí que eles se deram conta do mal que a droga faz à vida daquelas pessoas dependentes. Fizemos alguns cartazes e espalhamos sobre a escola, trabalhamos a poesia no contexto Crack, Nem Pensar, e montamos até um livro com as poesias dos alunos. Podíamos dizer que tínhamos abraçado com muita força a campanha Crack, Nem Pensar, pois o assunto já era usado em todas as oficinas do Mais Educação, tanto que a monitora Nina ensaiou uma peça de teatro com os alunos sobre o tema e foi um sucesso (em junho de 2010 apresentamos a peça de teatro na UFRGS). Ganhamos camisetas CRACK NEM PENSAR para os alunos que iriam se apresentar e foi muito lindo e emocionante. Nossa caminhada estava crescendo, fomos apresentar o nosso teatro em uma escola vizinha. Em setembro voltamos para a UFRGS e apresentamos outra peça de teatro sobre o crack e estava melhor que a outra, pois já sabíamos bem mais sobre o assunto. E hoje estamos na luta novamente, pois não vamos deixar esta 'peteca cair' nunca, temos uma meta agora de comprar camisetas do Crack para todos os alunos do Mais Educação da escola e, após, queremos fazer uma caminhada contra o crack. Aos poucos, com muita garra e a participação dos nossos maravilhosos alunos conseguiremos vencer esta batalha. Agradeço especialmente à Cida, minha coordenadora, que me ajudou a cada segundo nesta caminhada rumo a vitória”.
Saiba mais:http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/cracknempensar/home,0,3710,Home.html

