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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DEPRESSÃO PÓS-PARTO


A depressão pós-parto é um transtorno que se refere a crises depressivas e que atinge mulheres de diversas culturas e países. É ainda uma problemática pouco discutida em nosso país, sendo que no Brasil há um percentual elevado do transtorno.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nunca é tarde para refletirmos



William Shakespeare -Um dia Você Aprende




Narração: Moacir Reis

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elasdo que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

TDAH significa Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Geralmente os portadores de TDAH são chamados de preguiçosos, mal-educados, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente. Os circuitos neuronais associados com o transtorno incluem o córtex pré-frontal, gânglios da base e cerebelo - isso explica o comportamento mais impulsivo e desatento dos portadores de TDAH. Mas afinal, o que significa TDAH?

Sensação e percepção

O documentário “Quem Somos Nós” aborda diversos temas relacionados à vida humana e como esta se relaciona com o meio em que vivemos, inclusive o fator existencial. Em uma das cenas, o assunto tratado é a sensação e a percepção da personagem. Amanda, personagem principal do documentário, está sonhando com um índio olhando o horizonte. A presente cena faz uma analogia à Cristóvão Colombo, quando este chegou ao Caribe e nenhum nativo conseguia enxergar os navios, embora estivessem no horizonte. A razão de não terem enxergado os nativos era porque seus cérebros nunca tinham tido conhecimento que existissem tais embarcações, nunca registraram essas imagens. O chefe da tribo começa a notar ondulações no oceano. Mesmo não vendo os navios, imagina o que poderia estar causando aquilo. Então ele começou a olhar todos os dias. Depois de um certo tempo, ele conseguiu ver os navios. E quando ele enxerga os navios, todos que confiavam nele passaram a ver também. Quando os nossos receptores sensoriais dos olhos, dos ouvidos, do nariz, da pele, da boca, etc, captam os estímulos, o cérebro busca em nossos “arquivos mentais” uma interpretação do que é captado pelos órgãos dos sentidos. O índio percebeu as ondulações no oceano, mas seu cérebro tentava organizar essas sensações para buscar uma representação mental de um estímulo percebido. É através da sensação e da percepção que percebemos o mundo, como também por meio das nossas experiências que criamos expectativas e motivos para identificar algo. Por exemplo, se avistássemos um barco no horizonte, nós recorreríamos às nossas experiências vividas para interpretar os dados. Sendo assim, depois de observar as “ondulações” por diversos dias, o índio conseguiu enxergar o barco, através dos receptores neurais especializados nos órgãos dos sentidos, que passaram os impulsos para os neurônios conectores que receberam o estímulo. Assim o barco foi codificado pelos neurônios na retina do olho e interpretado. A cena abordada é um exemplo que as vezes não conseguimos entender o que de fato existe, pois é através da sensação e da percepção que o ser humano se conecta com o mundo físico e psicológico; dependemos também do meio ambiente em que vivemos para interpretar tais informações. As pesquisas realizadas desses processos são importantes para se entender a natureza do conhecimento humano. Mas é possível que nossos olhos enxerguem mais do que o nosso cérebro tenha a capacidade de conscientemente projetar? Nós recebemos milhões de informações e o cérebro organiza dados visuais rapidamente e automaticamente sem que tenhamos consciência disso, muitas dessas informações acabam sendo descartadas e ficamos limitados pelo o que o cérebro vê. Estudam-se anos sobre um mesmo assunto, mas ainda há dúvidas a respeito dos nosso comportamento, sentimentos e pensamentos. Como somos sempre observados pela ciência, sabemos que cientistas do mundo todo se dedicam em pesquisas para desvendar os segredos da mente humana, sendo que o cérebro humano ainda é o órgão mais complexo conhecido pelo homem. Apesar desse mistério, a ciência tem se esforçado e contribuído para que psicólogos trabalhem com diversos tipos de análises. Mas ainda há uma pergunta no ar, talvez a mais intrigante: Como nós conhecemos o mundo? Por enquanto não temos uma resposta concreta, ainda temos que buscar respostas comprovadas pela ciência.

terça-feira, 13 de julho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pense nisso...


"Você,que é professor,procure modelar seus alunos com seu próprio exemplo.
O exemplo vale mais do que as palavras.
Tenha paciência,responda de boa mente a todas as perguntas,porque os alunos são muito receptivos e ansiosos de aprender.
Dê tudo o que pode,entregue-se à sua profissão como um sacerdócio dos mais sublimes,e tenha a alegria de ver jovens que trabalharão em benefício de todos,e que foram formados por você."


Fonte: Minutos de Sabedoria C.Torres Pastorino

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A HISTÓRIA DE JOÃO E MARIA


Ao assistir uma palestra sobre a importância de contar histórias para as crianças, um fato me chamou a atenção. Foi quando a palestrante perguntou para o público se alguém conhecia a história de João e Maria - claro que a maioria conhecia ou já tinha ouvido falar sobre este clássico infantil. Mas o que realmente me chamou a atenção foi quando uma jovem senhora que chamarei de T*,contou que ao fazer a matéria de literatura infantil sua professora na época pediu para que cada aluno contasse uma parte da história de João e Maria, relatou que quando chegou a sua vez não conseguiu continuar a história. Sua professora perguntou: Você não lembra dessa história? Por quê você não lembra? - contou que não sabia responder e que na hora ficou constrangida com a situação.
Após algum tempo T foi procurar ajuda na psicanálise, mas não pelo fato de não gostar da história de João e Maria, mas sim por motivos pessoais. Seu psicoterapeuta a aconselhou a conversar sobre determinados assuntos com sua mãe, apesar dela ser um pouco fechada tomou coragem e seguiu o conselho recomendado. Ao conversar descobriu fatos importantes vividos ainda no ambiente intra-uterino. É importante ressaltar que pesquisas mostram que bem antes de nascermos ainda no ventre de nossas mães há a formação de vínculos entre mãe e filho.
Bem, voltando à história, a mãe da T, quando engravidou dela, tinha recentemente perdido um bebê, que a deixou extremamente triste e com medo que acontecesse outra vez, desejava não estar grávida e a sua gravidez foi indesejada. Outro fato importante que contou foi quando aguardava ansiosamente o nascimento do seu irmão mais novo, seu pai falava brincando que não iria ficar com o bebê. Na época tinha apenas cinco anos e para uma criança dessa idade achava que seu pai realmente iria abandonar o seu irmão, tornando-se assim um fato marcante em sua vida.
Mas vocês devem estar se perguntando: Mas o que isso tem a ver com o fato dela não gostar da história de João e Maria? Vou explicar:a história de João e Maria é mais ou menos assim, “era uma vez dois irmãos que moravam com o pai e a madrasta num casebre e por não ter o que comer foram abandonados pelo pai na Floresta....o resto vocês já sabem. Mas o fato é que de certa forma inconscientemente se identificava com está história, pois como já havia dito, ainda no ambiente intra-uterino registrou o sentimento e emoções vividos naquela fase difícil que sua mãe passou, registrou as emoções negativas que são percebidas como um ataque a si próprio, sentiu-se rejeitada de alguma forma. Outro fato importante foi o medo que sentiu ao pensar que seus pais não iriam ficar com o seu irmão, sentindo-se muito triste pois achava que de fato iriam abandoná-lo. O clássico conto de João e Maria fala de abandono e rejeição e fez com que inconscientemente despertasse lembranças marcantes vividos na sua infância, isso explica o fato dela não gostar do clássico infantil que trazia a ela um certo desconforto ao contá-la.
Achei interessante publicar o relato de T que é mais uma prova que realmente falar cura, pois foi através da psicanálise que descobriu o porquê de não gostar da história de João e Maria, sentindo-se mais aliviada por desvendar um dos mistérios do seu inconsciente. Concluo também que os contos de fadas são de vital importância para o desenvolvimento infantil, pois não mostram somente o lado positivo mas sim o lado realista da vida e estão longe de serem inocentes histórias, mas sempre levam uma mensagem de esperança para criança. E que realmente os contos de fadas revelam profundos significados psicológicos mas que favorecem o desenvolvimento da personalidade,e por esta razão os contos de fadas permanecem vivos sendo contados de geração a geração sem serem esquecidos.
*O nome da personagem foi trocado para preservar sua identidade.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

KHARINA BERNARDO - Utilizando as teorias de Piaget em sala de aula, percebeu mudanças significativas na vida de seus alunos.


Kharina Bernardo estagiou na 3ºsérie da escola Municipal de Ensino Fundamental Albino Melo, situada em Gravataí, região Metropolitana de Porto Alegre.
Ficou desanimada quando soube que a escola era situada em uma localidade bastante afastada, considerada zona rural, onde o ônibus passava duas vezes por dia e, quando chovia, a estrada se tornava uma via de difícil acesso. Mas tinha força de vontade em aprimorar seus conhecimentos, procurou pensar que seria de extrema importância para conhecer seus limites e expandir seus conhecimentos. Assim, acabou aceitando fazer o estágio.
Ao chegar na escola percebeu que os alunos eram meninos e meninas carentes; mesmo assim, a turma a recebeu com muito afeto, carinho e respeito. Era uma turma dinâmica e aberta a diálogos, o que demostrava a vontade que aqueles alunos tinham em aprender.
Com base no que tinha aprendido no curso de magistério começou a dar aulas. Ao longo dos dias percebeu que aquelas crianças precisavam de algo mais concreto para assimilar o aprendizado. Compreendendo as teorias de Piaget, através das quais coloca a necessidade do material concreto, observou que as mesmas serviam como uma alavanca para o desenvolvimento dos níveis de pensamento, necessário no processo de aprendizagem de todas as disciplinas. Começou a trabalhar de uma forma mais divertida, de modo que a criança aprendesse criando situações e esquemas - logo obteve resultados positivos.
Como a escola não tinha material pedagógico, Kharina teve a ideia de fazer jogos com materiais recicláveis, despertando a criatividade e ensinando os alunos a preservar a natureza. Para incentivar a leitura e a escrita não limitou-se a apenas contar histórias, montou um castelo de papelão e vestiu o seu vestido de 15 anos para interpretar uma princesa. Não preciso dizer que além de terem ficado encantadas, as crianças estimulavam a sua imaginação. Usou a música como uma forma diferente de aprender e entender que a música vai além de uma melodia e que traz uma lição em cada letra.

Também utilizava filmes que pudessem demonstrar sua mensagem. Para fixarem o conteúdo, os alunos faziam painéis informativos que ficavam expostos nos murais, para que pudessem ver diariamente.
Kharina procurava fazer com que as atividades ficassem menos cansativas e com que a turma sentisse prazer em realizar as atividades propostas. Usava o construtivismo como forma de ensino, pelo qual o aluno é capaz de aprender sempre. A experiência vivida por Kharina Bernardo nos faz refletir sobre a importância da formação do professor: “Não basta o professor ter apenas conhecimento dos conteúdos, precisa conhecer a quem vai ensinar, para que a mudança ocorra. E entender que as crianças realmente não são depósitos vazios que devem ser enchidos com conhecimento, mas sim construtores ativos prontos a aprender de forma prática e divertida”.
Mesmo com todas as dificuldades que enfrentou ao longo dos meses que lecionou na escola,nunca deixou de acreditar na capacidade que aquelas crianças de origem humilde tinham em criarem coisas novas e aprenderem de forma significativa. Kharina Bernardo é um exemplo de força de vontade e de professor que ensina, mas também necessita em aprender o que seu aluno já construiu.

“NÃO HÁ NADA MAIS GRATIFICANTE DO QUE VER NO FINAL QUE TODO O ESFORÇO VALEU A PENA, NADA SE COMPARA AO FATO DE TER A CERTEZA DE QUE SOMOS SIM CAPAZES DE TRANSFORMAR VIDAS!” (Kharina Bernardo)

Jean Piaget-Foi um renomeado psicólogo e filósofo,passou grande parte de sua carreira profissional estudando o processo de raciocínio das crianças.

"Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que possa ser."(Jean Piaget)


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Erik Erikson-É considerado o primeiro psicanalista infantil americano

Sob orientação de Anna Freud,filha de Sigmund Freud submeteu-se à psicanálise e tornou-se ele próprio psicanalista, embora tenha criticado á psicanálise por esta não ter em conta as interações entre o individuo e o meio,assim como por privilegiar aspectos patológicos e defensivos da personalidade.Erik Erikson foi um psiquiatra responsável pelo desenvolvimento da teoria psicossocial,que propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sexualidade Infantil-Segundo Freud

Sexualidade infantil não tem por finalidade o relacionamento de coito e procriação,seus fins ficam apenas na fantasia referidas ao próprio sujeito.

Sigmund Freud-É considerado o pai da psicanálise

Sigmund Freud apresentou ao mundo o inconsciente e explorou a mente humana.Há mais de um século Freud descobriu que falar cura.De todas as grandes personalidades da psicologia talvez Freud seja o mais importante suas teorias foi algo totalmente novo.